Posted on

ARTIGO

Que existam mais Damares anônimas

Por Milton Atanazio

O massacre de Suzano, ocorrido ontem (13/03) no interior de São Paulo, me faz lembrar o que ocorreu em 07 de abril de 2011 na  Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, que chocou todo o Brasil, quando um jovem de 23 anos, ex-aluno,por volta das 8h30min da manhã, invadiu a escola, armado com dois revólveres, matando 12 alunos, com idade de 13 a 16 anos e cometendo suicídio – a Chacina de Realengo.

Em ambos os casos, tiveram um final trágico, com mortes e comoção nacional.

O que recordo agora, pela semelhança e circunstâncias dos acontecimentos provocados pelos  ex-alunos é o fato do sofrimento dos parentes, amigos e familiares das vítimas.

Revivo e quero dar o meu testemunho de que, esse jornalista aqui, presenciou à época (2011) e não é a primeira vez que faço esse relato.

Naquela ocasião, tive o ensejo de conhecer a Dra. Damares, hoje ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, quando trabalhava no gabinete do Deputado Roberto de Lucena (PV-SP) que presidia a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Bullying e fazia um excelente trabalho. Dra.Damares o assessorava juntamente com toda a equipe do gabinete.

À época, pude assistir o trabalho desenvolvido, a competência e liderança nas ações de assistência às famílias dos jovens e o empenho pessoal da Dra. Damares Alves, atestando sua capacidade criativa, aptidão e maneira peculiar de dedicação ao trabalho.

Como em um mutirão de boas ações e participação de todo o grupo, envolveu pessoas e colaborações expontâneas externas ao gabinete e não poderia deixar de citar o Dr. Anselmo Ramos,o Prof Dr.Lélio Braga Calhau, Dr. Antonio Carlos Bolzan. Não posso me excluir desse contágio.Todos voluntários nessa corrente do bem. Foi aí que conhecí a Damares.

A tragédia que ocorreu ontem em Suzano-SP é mais um drama e me faz lembrar a Chacina de Realengo. Recordar a atuação firme e dedicada da Damares no atendimento às famílias das crianças mortas e feridas, procurando minimizar o sofrimento das famílias com o ocorrido é reconhecer a atuação do ser humano com o seu próximo.

Nessa hora o apoio às vítimas, é de extrema importância, diria fundamental.

Não tenho tido mais o seu contato, mas com admiração, recordo o seu trabalho e a suas iniciativas.

O País está de luto e profundamente entristecidos com toda essa tragédia.

Queira Deus que tenham mais Damares anônimas, trabalhando e contagiando em prol de suavizar o sofrimento das famílias envolvidas nesse triste episódio, que é inconsolável.

Parabéns Damares.

 

One Reply to “ARTIGO – Que existam mais Damares anônimas”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *